Carlos Alberto Torres – A Carreira de um Capitão

Maior lateral-direito da história do Brasil, Carlos Alberto Torres era carioca.

Começou a carreira no Fluminense na década de 60, onde conquistou um título carioca em 1964.

Em 1965, Torres foi para o Santos, onde jogou ao lado do maior jogador da história do futebol, Pelé. Ficou dez anos na equipe paulista, onde conquistou os títulos nacionais de 1965 e 1968, quatro títulos paulistas (1967, 1968, 1969 e 1973) e a Recopa Sul-Americana de 1968. Pelo Santos, foram 445 jogos e 40 gols.

Fonte da Reportagem: O Globo

Após a passagem pelo Santos e um rápido período no Botafogo, voltou ao Fluminense, onde fez parte de outro grande time da história do futebol brasileiro, a Máquina Tricolor montada pelo presidente Francisco Horta bicampeã carica de 1975 e 1976.

Em 1977, defendeu o Flamengo antes de seguir para os Estados Unidos para jogar pelo New York Cosmos.

Carlos Alberto Torres, o capitão do tri. Em entrevista ao Portal da Copa (http://www.copa2014.gov.br), o “Capita” contou bastidores do convívio com os craques de 1970, detalhou o histórico gol que selou os 4 x 1 na final contra a Itália e se mostrou pouco entusiasmado com a Seleção para 2014. “Sou otimista, mas realista. Hoje o Brasil não tem time. Na Europa, há seleções num estágio muito mais adiantado. A própria Espanha e a Alemanha. Pouca gente fala da Alemanha, mas para mim é a seleção que vai chegar como a grande favorita”, disse.

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MAIOR GLÓRIA NA SELEÇÃO

Na seleção brasileira, Carlos Alberto Torres foi o capitão daquele que é considerado um dos maiores times de todos os tempos. A seleção tricampeã mundial em 1970 contava com o talento de Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Jairzinho e outros tantos craques sob o comando do técnico Zagallo.

Apelidado de Capita, Torres fez um gol na campanha do tricampeonato mundial da seleção no México. Foi justamente o que fechou aquela campanha em que a seleção ganhou todos os jogos, algo só repetido pelo time do penta em 2002.

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O último gol daquela campanha foi antológico. Pelé recebe na entrada da área e só rola para a bomba seca do Capita acertar o canto direito do goleiro Albertosi, fechando a goleada de 4 a 1 no Estádio Azteca e iniciando a festa brasileira pela conquista. Logo depois, Torres foi o primeiro a erguer a taça Jules Rimet, que passaria a ficar de posse da seleção brasileira com aquela conquista.

Em entrevista ao Portal da Copa (http://www.copa2014.gov.br), Carlos Alberto Torres, o capitão do tri, contou bastidores do convívio com os craques de 1970, detalhou o histórico gol que selou os 4 x 1 na final contra a Itália e se mostrou pouco entusiasmado com a Seleção para 2014. “Sou otimista, mas realista. Hoje o Brasil não tem time. Na Europa, há seleções num estágio muito mais adiantado. A própria Espanha e a Alemanha. Pouca gente fala da Alemanha, mas para mim é a seleção que vai chegar como a grande favorita”, disse.

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CARREIRA DE TREINADOR

Carlos Alberto Torres nunca escondeu sua afinidade com o Botafogo, clube que defendeu por apenas três meses no ano de 1971. Mas foi como treinador que ele ajudou o clube carioca a conquistar o seu único título internacional: a Copa Conmebol de 1993.

Como treinador, Carlos Alberto Torres viveu período de altos e baixos na carreira. No comando do Flamengo, ajudou o clube a ser campeão brasileiro de 1983 com a geração de Zico, Júnior, Leandro e Adílio.

No ano seguinte, ajudaria o Fluminense a conquistar o bicampeonato carioca com o time de Washington, Assis e Romerito. Torres, aliás, foi o responsável por levar o meia paraguaio para as Laranjeiras. Os dois haviam jogado juntos no New York Cosmos.

Além de três dos quatro grandes clubes cariocas, Torres ainda treinou Corinthians, Náutico, Atlético-MG e Paysandu no Brasil, além de times do México (Monterrey, Tijuana e Querétaro), da Colômbia (Once Caldas e Unión Magdalena), dos Estados Unidos (Miami Freedom), além das seleções de Omã e Azerbaijão.

Sua última experiência como técnico foi no Paysandu, em 2005. Encerrada esta etapa, Torres passou a investir na carreira de de comentarista. Ultimamente, o ex-jogador trabalhava no “Sportv” e vinha participando dos programas “Troca de Passes” e “Redação Sportv”.

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CARREIRA POLÍTICA

Torres também se arriscou brevemente na política. Era filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e chegou a ser verador de 1989 a 1993. Em 2008, foi candidato à vice-prefeito do Rio na chapa encabeçada pelo deputado estadual Paulo Ramos. Mas ele não foi eleito.

Carlos Alberto Torres

Em julho de 2011, durante solenidade de campanha promovida
pelo Ministério da Saúde. (Foto: José Cruz/ABr)
Informações pessoais
Nome completo Carlos Alberto Torres
Data de nasc. 17 de julho de 1944[1]
Local de nasc. Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro,  Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Falecido em 25 de outubro de 2016 (72 anos)
Local da morte Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro,  Brasil
Altura 1,82 m
Apelido Capita
Informações profissionais
Posição Treinador
(Lateral-direito)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1963–1964
1965–1971
1971
1971–1974
1974–1977
1977
1977–1980
1981
1982
Brasil Fluminense
Brasil Santos
Brasil Botafogo
Brasil Santos
Brasil Fluminense
Brasil Flamengo
Estados Unidos New York Cosmos
Estados Unidos California Surf
Estados Unidos New York Cosmos
98 (9)
445 (40)53 (4)

80 (6)
19 (2)
20 (0)

Seleção nacional
1958–1970 Brasil Brasil 53 (8)
Times/Equipas que treinou
1983
1984–1985
1985
1986–1988
1988
1988
1989–1990
1991–1992
1992
1993
1994
1997
1998
1998–1999
2000–2001
2000–2001
2001–2002
2002
2004
2004–2005
2005
Brasil Flamengo
Brasil Fluminense
Brasil Corinthians
Brasil Náutico
Estados Unidos Miami Freedom
Brasil Corinthians
Colômbia Once Caldas
México Monterrey
México Tijuana
Brasil Botafogo
Brasil Fluminense
Brasil Botafogo
Brasil Atlético Mineiro
México Querétaro
Colômbia Unión Magdalena

Omã
Brasil Flamengo
Brasil Botafogo
Brasil Paysandu

Azerbaijão
Brasil Paysandu

Medalhas
Jogos Pan-Americanos
Ouro São Paulo 1963 Futebol
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Categorias:ESPORTE, Futebol, TODOS

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