Elephant King – Into The Deep Unknown


Banda bauruense Elephant King chama a atenção de críticos com sonoridade pesada e única

Vocais rasgados, energia, linhas melódicas cativantes e o peso de um soco no estomago (ou de um elefante, se preferir)! Só quem já ouviu pode entender a qualidade e a primazia do rock verdadeiro e sincero que tem sido produzido pela banda bauruense Elephant King, grupo convidado desta edição do Som e Prosa.

Com cerca de três anos de estrada o grupo já tem chamado a atenção por onde passa, pela qualidade e peso de suas composições. Neste projeto, Alex, Gabriel, Diego e Leandro focaram o tempo de ensaio na produção e arranjo de suas canções, fato que pode ser percebido pelo grande número de composições em um pequeno espaço de tempo, cerca de 30.

Este trabalho encarado com seriedade já rendeu frutos, em maio de 2015 o grupo levou o primeiro lugar no Armazén Rock Festival, um festival de rock voltado às bandas com músicas autorais. A partir desta conquista, a Elephant King iniciou a gravação de vários materiais e promete novidades em breve.

Achou pouco? Aqui mais um som da Elephant King!


fonte: TV UNESP


 

Entrevista: Elephant King

Por Amanda Araújo | 14 de janeiro de 2014 – Social Bauru


 

Depois de experiências em outras bandas, os irmãos Gabriel e Alex se uniram para formarem uma banda em 2011, ao lado de mais um amigo.

Como estavam parados há um tempo, os meninos resolveram fazer um som semelhante ao rock antigo com covers de Black Sabbath, Deep Purple, Creedence e outras bandas que fizeram sucesso nos anos 70.

Em 2011, com retorno de Leandro à Bauru, a banda ficou completa. Pelo menos, era o que parecia.

Com dois shows já marcados, o baterista Igor que fazia parte da banda na época se mudou para Campo Grande e deixou os caras ‘na mão’. Foi aí que Diego, que já estava louco para entrar no projeto, quebrou um galho para os amigos e entrou de vez na banda surgindo assim um novo projeto.

“No nosso primeiro ensaio, a gente fez algumas músicas, tocamos uns covers, mas ficaram horríveis, um lixo. Aí a gente pensou: ‘por que não fazemos música própria?’ Aí alguém já puxou um riff, um outro acompanhou e foi assim que fizemos a nossa primeira música”, conta Gabriel, baixista da banda.

Com a mudança no repertório, veio a mudança no nome da banda que foi então batizada de Elephant King, já que o antigo nome era usado por uma outra banda.

“Esses outros caras eram de uma banda da Turquia e para não termos problemas, aceitamos trocar o nome. Para chegarmos em Elephant King a gente fez um brainstorm e escrevemos um milhão de nomes! Tínhamos umas 3, 4 folhas só de sugestões”, relembra Gabriel e Alex completa: “O nosso som é um som pesado, imponente mas com toda aquela roupagem e a delicadeza que um elefante tem”. (risos)

Com um som semelhante ao Stoner Rock, um subgênero do metal tradicional, a Elephant King se assemelha ao rock dos anos 70 com uma roupagem atual. Em suas composições, os músicos utilizam mais efeitos, sem ficar tão pesado- o que tem agradado ao público cada vez mais.

Prova disso foi um recente show que eles fizeram no parque Vitória Régia em comemoração ao aniversário de uma banda de rock consagrada em Bauru. A resposta do público foi instantânea e isso significou como um incentivo a mais, já que a Elephant King era a única banda com som autoral que se apresentou no dia.

E são em eventos como este, mais alternativos, que a banda costuma se apresentar. Grandes bares e casas noturnas bauruenses não costumam abrir suas portas às bandas que só tocam músicas próprias.

“É engraçado isso porque é como se fazer musica própria não fosse o caminho natural de todo musico. Como se a gente fosse fazer cover pra sempre. O pintor não fica a vida inteira pintando as obras do Picasso, não é? Então, é a mesma coisa.”, afirma Alex.

Por conta desta falta de espaço, a Elephant King almeja o sucesso no exterior e só compõem suas músicas em inglês. Enquanto a saída do Brasil ainda não é possível, a banda prepara mais um trabalho em breve com o lançamento do terceiro EP ainda no primeiro semestre deste ano. Com uma roupagem totalmente nova, este o terceiro trabalho está muito mais rock que metal, som mais ativo nos outros trabalhos.

“Essa fase seria mais popular, uma nova pegada que a gente tá dando. E pra que isso aconteça, pra que a gente incorpore novas coisas cada semana a gente escuta um álbum e faz uma resenha dele. Cada um faz a sua resenha e a gente senta e conversa sobre ele. Isso tem direcionado o som. A hora que a gente senta para compor, todo mundo já está pensando mais ou menos no mesmo sentido, com o mesmo objetivo”, conta Leandro. Que esta dedicação faça este elefante reinar muito!


 

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Categorias:Arte e Cultura, MÍDIAS de BAURU, MÚSICA, TODOS, TV UNESP

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