A melhor de todas as Campanhas Feministas

Em virtude do episódio de assédio sexual a uma figurinista por parte do famoso ator global, José Mayer, funcionárias da TV Globo foram trabalhar com camisetas que estampavam em letras enormes a frase “Mexeu com uma, mexeu com todas”, acompanhada da hashtag #CHEGADEASSÉDIO.

Tal demonstração de unidade entre as mulheres, da maior mídia televisiva do país, mostra uma claro sinal de amadurecimento do movimento feminista, que nada mais é, do que mulheres exigindo respeito e espaço na sociedade.

Campanhas como essa, fortalecem as mulheres, e são talvez, as melhores ferramentas para minar o machismo latente em todas os segmentos em que as mulheres são oprimidas e desrespeitadas.

Hoje, a corajosa figurinista Susllem Tonani, que denunciou o abuso, correndo o risco de ser demitida de uma boa empresa em que trabalha, ao invés de estar se sentindo ameaçada e humilhada, deve estar se sentindo uma mulher fortalecida por causa da atitude de suas colegas, da suspensão do ator e da repercussão positiva na mídia e na opinião pública.

Mas ela não sabia que tudo daria certo assim.

Precisou ter muita coragem sim, para fazer a denúncia. E todas as funcionárias agindo juntas em apoio, jamais receberiam uma demissão coletiva, pois isso, pararia totalmente o funcionamento da TV.

Logo, vejam o quanto foi importante a união de todas elas.

Cissa Guimarães ao lado de funcionárias da Globo no estúdio do Mais Você nesta terça (4).

Qualquer ator, produtor ou diretor da TV poderia escolher obviamente, o valioso galã José Mayer para continuar na empresa ao invés de uma desconhecida figurinista. Contudo, ninguém é capaz de enfrentar uma multidão exigindo respeito. Na verdade, esse é o fato novo que faz toda diferença do mundo.

Por isso, unam-se meninas. Sempre. Principalmente em situações assim.

Afinal, o mundo também é de vocês, SIM !!!

E jamais pensem que vocês estão sozinhas. Já existem alguns homens em reconstrução, como eu … e como o novo José Mayer, cheio de perdas e vergonha pública, recém chegado ao processo de transformação forçada.

Quanto aos homens como Jair Bolsonaro, Eduardo Cunha, Donald Trump, Rodrigo Maia, Miche Temer e tantos outros … um dia serão vencidos, assim como vencemos a escravidão e as execuções de pessoas em praça pública. Acreditem, a Humanidade, nós, estamos evoluindo, e não o contrário. O processo é lento mas é para frente.

A união faz a força. Se acontecer com você um caso semelhante, converse com aquelas que também já tiveram esse problema, e juntas, convençam as mais atrasadas em mentalidade, ganhem aquela mulher da empresa que nunca seria demitida, juntem-se e ataquem, com todas as unhas e dentes da lei. Contra a lei e a multidão, nenhum homem é capaz de vencer.

Paul Sampaio, perfil, 1  Paul Sampaio – Autor

Sugestões de leitura:

JOSÉ MAYER: “ERREI”. LEIA A ÍNTEGRA DA CARTA ABERTA DO ATOR GLOBAL

“Carta aberta aos meus colegas e a todos, mas principalmente aos que agem e pensam como eu agi e pensava:

Eu errei.

Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava.

A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora.

Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço.

Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, não sou.

Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são.

Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele.

Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi.

A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança.

Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar.

Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária.

O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor.

José Mayer”.

COMENTÁRIO

Após ter negado o assédio em uma primeira declaração, José Mayer apareceu em um segundo momento com esta carta. Em minha modesta opinião de homem, acredito que ela tenha sido escrita por uma mulher, talvez sua esposa ou filha. Acho eu, que ele foi ‘obrigado’ a reconhecer como suas palavras, essa retratação PERFEITA em termos de sensibilidade feminina, como condição para a permanência da família junta. Não creio na mudança repentina e espontânea de homens que ainda fazem o que ele faz. O processo é bem mais lento do que isso. Se ele enxergasse tão bem os próprios atos, como mostram as palavras da carta, ele jamais teria feito o que fez (leia mais abaixo, a íntegra da denúncia de Su Tonani, que fez com que Mayer fosse suspenso pela Rede Globo). Contudo, caso tenha sido ele mesmo que tenha escrito a carta, parabéns, por pelo menos, assumir publicamente a responsabilidade pelos próprios atos. É o começo … de uma longa estrada de reeducação do homem, e também das milhões e milhões de mulheres machistas que existem no mundo ainda. Mais doloroso do que um homem machista, só mesmo uma mulher com mentalidade machista. Pois esta, além de tudo, ainda está lutando contra sua própria natureza de mulher para mostrar respeito a algum machista que a doutrinou quando criança. Ou por puro medo, é claro. E compreensível. Mas ninguém vive de medo e covardia. Isso não é alimento. Quem tem pernas que corra, quem tem língua que fale e assim por diante. Mas pelo menos lute por você. Coragem, abra a parta da sala e saia a procura de apoio. Sempre existirá socorro em algum lugar. Príncipes não viram monstros do dia para noite, muito menos monstros se transformam em homens decentes de verdade em tão pouco tempo. Certos costumes bons, levam anos para serem aprendidos enquanto os ruins, aprendemos na velocidade da luz. Por isso, a coragem da MULHER Susllem Meneguzzi Tonani foi tão importante. Teremos com esse exemplo, com certeza, mais uma pequena avalanche de casos parecidos, e assim, bem aos poucos, vamos vencendo a nós mesmos, no caminho do que é ideal para todos, e não apenas para os mais fortes, ricos e poderosos. Quando os pequenos se unem, o gigante ajoelha.

Paul Sampaio, perfil, 1  Paul Sampaio – Autor

A íntegra da denúncia

Fonte: agoraequesaoelas.blogfolha.uol.com.br

31/03/2017

“José Mayer me assediou”

POR #AGORAÉQUESÃOELAS

As mulheres tomaram as ruas e as redes, desde 2015. A gente convocou protestos, derrubou o Eduardo Cunha, não deixou o Pedro Paulo ir pro segundo turno no Rio de Janeiro. Estamos escrevendo, dizendo, gritando que machistas não passarão. E isso não é frase de efeito. É uma nova ética. É a construção do novo normal.

No novo normal não há lugar para assédio no trabalho. Pra abuso de poder travestido de “brincadeira” de homem branco, rico e famoso. O texto de hoje, do blog #AgoraÉQueSãoElas, é o relato da Su Tonani sobre o assédio que sofreu durante oito meses.

É um relato corajoso e necessário. Foi inicialmente tirado do ar dada a gravidade do depoimento abaixo. Após o devido trabalho de apuração e investigação do jornal e o esforço da redação de escuta do “outro lado”, as palavras de Su estão de volta a este espaço feito por e para mulheres em movimento lutando por igualdade.

Por Su Tonani

“Eu, Susllem Meneguzzi Tonani, fui assediada por José Mayer Drumond. Tenho 28 anos, sou uma mulher branca, bonita, alta. Há cinco anos vim morar no Rio de Janeiro, em busca do meu sonho: ser figurinista.

Qual mulher nunca levou uma cantada? Qual mulher nunca foi oprimida a rotular a violência do assédio como “brincadeira”? A primeira “brincadeira” de José Mayer Drumond comigo foi há 8 meses. Ele era protagonista da primeira novela em que eu trabalhava como figurinista assistente. E essa história de violência se iniciou com o simples: “como você é bonita”. Trabalhando de segunda a sábado, lidar com José Mayer era rotineiro. E com ele vinham seus “elogios”. Do “como você se veste bem”, logo eu estava ouvindo: “como a sua cintura é fina”, “fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho”, “você nunca vai dar para mim?”.

Quantas vezes tivemos e teremos que nos sentir despidas pelo olhar de um homem, e ainda assim – ou por isso mesmo – sentir medo de gritar e parecer loucas? Quantas vezes teremos que ouvir, inclusive de outras mulheres: “ai que exagero! Foi só uma piada”. Quantas vezes vamos deixar passar, constrangidas e enojadas, essas ações machistas, elitistas, sexistas e maldosas?

Foram meses envergonhada, sem graça, de sorrisos encabulados. Disse a ele, com palavras exatas e claras, que não queria, que ele não podia me tocar, que se ele me encostasse a mão eu iria ao RH. Foram meses saindo de perto. Uma vez lhe disse: “você é mais velho que o meu pai. Você tem uma filha da minha idade. Você gostaria que alguém tratasse assim a sua filha?”

A opressão é aquela que nos engana e naturaliza o absurdo. Transforma tudo em aceitável, em tolerável, em normal. A vaidade é aquela que faz o outro crer na falta de limite, no estrelato, no poder e na impunidade. Quantas vezes teremos que pedir para não sermos sexualizadas em nosso local de trabalho? Até quando teremos que ir às ruas, ao departamento de RH ou à ouvidoria pedir respeito?

Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália. Sim, ele colocou a mão na minha buceta e ainda disse que esse era seu desejo antigo. Elas? Elas, que poderiam estar no meu lugar, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua “piada”. Eu? Eu me vi só, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada, invisível. Senti desespero, nojo, arrependimento de estar ali. Não havia cumplicidade, sororidade.

Mas segui na engrenagem, no mecanismo subserviente.

Nos próximos dias, fui trabalhar rezando para não encontrá-lo. Tentando driblar sua presença para poder seguir. O trabalho dos meus sonhos tinha virado um pesadelo. E para me segurar eu imaginava que, depois da mão na buceta, nada de pior poderia acontecer. Aquilo já era de longe a coisa mais distante da sanidade que eu tinha vivido.

Até que nos vimos, ele e eu, num set de filmagem com 30 pessoas. Ele no centro, sob os refletores, no cenário, câmeras apontadas para si, prestes a dizer seu texto de protagonista. Neste momento, sem medo, ameaçou me tocar novamente se eu continuasse a não falar com ele. E eu não silenciei.

“VACA”, ele gritou. Para quem quisesse ouvir. Não teve medo. E por que teria, mesmo?

Chega. Acusei o santo, o milagre e a igreja. Procurei quem me colocou ali. Fui ao RH. Liguei para a ouvidoria. Fui ao departamento que cuida dos atores. Acessei todas as pessoas, todas as instâncias, contei sobre o assédio moral e sexual que há meses eu vinha sofrendo. Contei que tudo escalou e eu não conseguia encontrar mais motivos, forças para estar ali. A empresa reconheceu a gravidade do acontecimento e prometeu tomar as medidas necessárias. Me pergunto: quais serão as medidas? Que lei fará justiça e irá reger a punição? Que me protegerá e como?

Sinto no peito uma culpa imensa por não ter tomado medidas sérias e árduas antes, sinto um arrependimento violento por ter me calado, me odeio por todas as vezes em que, constrangida, lidei com o assédio com um sorriso amarelo. E, principalmente, me sinto oprimida por não ter gritado só porque estava em meu local de trabalho. Dá medo, sabia? Porque a gente acha que o ator renomado, 30 e tantos papéis, garanhão da ficção com contrato assinado, vai seguir impassível, porque assim lhe permitem, produto de ouro, prata da casa. E eu, engrenagem, mulher, paga por obra, sou quem leva a fama de oportunista. E se acharem que eu dei mole? Será que vão me contratar outra vez?

Tenho de repetir o mantra: a culpa não foi minha. A culpa nunca é da vítima. E me sentiria eternamente culpada se não falasse. Precisamos falar. Precisamos mudar a engrenagem.

Não quero mais ser encurralada, não quero mais me sentir inferior, não quero me sentir mais bicho e muito menos uma “vaca”. Não quero ser invisível se não estiver atendendo aos desejos de um homem.

Falo em meu nome e acuso o nome dele para que fique claro, que não haja dúvidas. Para que não seja mais fofoca. Que entendam que é abusivo, é antigo, não é brincadeira, é coronelismo, é machismo, é errado. É crime. Entendam que não irei me calar e me afastar por medo. Digo isso a ele e a todos e todas que, como ele, homem ou mulher, pensem diferente. Que entendam que não passarão. E o que o meu assédio não vai ser embrulho de peixe. Vai é embrulhar o estômago de todos vocês por muito, muito tempo.”

Leiam abaixo, trecho de uma das reportagens do ‘El Pais’ indicadas acima, escrita por Carla Jiménez, com detalhes do episódio e o teor do assédio de José Mayer à colega de trabalho:

A figurinista Su Tonani, que relatou assédio sofrido nos bastidores da TV Globo por José Mayer.

O relato da figurinista que acusa o ator José Mayer de assediá-la fala com crueza sobre o que as mulheres ouvem todo dia de anônimos dentro de uma cultura covarde e desprezível.

Susllem Tonani, de 28 anos, relatou detalhes das insistentes investidas do ator José Mayer em um texto em primeira pessoa, publicado, em princípio, na madrugada do dia 31, no blog “Agoraéquesãoelas” do jornal Folha de São Paulo. Com o inequívoco título “José Mayer me assediou”, trouxe de volta a eterna temática do assédio sexual à pauta nacional. Desta vez, envolvendo um senhor que entrou na casa dos brasileiros reiteradamente nas últimas décadas, desde quando Mayer era apenas um jovem ator promissor.

A estampa do galã famoso e bem sucedido, no entanto, embaralha a mente de quem o imagina soltando um despretensioso (?) “fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho”, “você nunca vai dar para mim?”, como relatou Susllem, a jovem que viveu uma rotina contínua com ele durante o período que durou a novela “A Lei do Amor”. Segundo ela, foram oito meses de convívio profissional em que começou a ouvir elogios de Mayer, que passaram a cantadas e até chegar ao impulso macho de um homem das cavernas. “Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália.” Entende-se pelo texto de 879 palavras que depois disso ela parou de falar com ele. Contrariado, a chamou de “vaca” na frente de outras pessoas. Foi a gota d’água para que ela fosse ao RH da Rede Globo e à ouvidoria contar o que aconteceu.

O relato da figurinista foi polêmico desde o início, não só pela empresa e o personagem envolvidos, mas até pela forma como veio a público. O duro desabafo ficou no ar por algumas horas no blog, e depois retirado do ar. Diante de uma acusação tão forte, era preciso ouvir o outro lado, no caso a rede Globo e o próprio acusado. No final da tarde de sexta, o texto voltou a ser publicado, e a Folha deu a matéria completa. Ao jornal, ele disse, por meio de nota, que respeita as mulheres, “meus companheiros e o meu ambiente de trabalho e peço que não misturem ficção com realidade”. “As palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra, não são minhas!”, mencionando o vilão escroque que interpretou na novela que acaba de terminar.

Estaria ele insinuando que Sullem misturou ficção e realidade e que assédio é coisa de personagens malvados? Seria ela tão ‘suicida’ de inventar uma calúnia e se expor dessa maneira? E se é inocente, por que o ator não fala abertamente, em vez de escolher uma fria nota como meio de comunicação?

A TV Globo, por sua vez, disse à Folha que “o assunto foi apurado e as medidas necessárias estão sendo tomadas”, lembrando que repudia toda forma de desrespeito, violência ou preconceito. É uma saia justa e tanto para a emissora que exporta novelas para o mundo. Mas, tudo indica que não é o primeiro caso. Segundo a colunista de TV Keila Jimenez, do portal R7, “os casos de assédio são tantos que a emissora criou até um departamento para cuidar só disso.”

A empresa só não esperava que Sullen fosse tomada de uma coragem rara entre as mulheres. Não só por denunciar um homem muito mais poderoso que ela, protegido por um aparato midiático, mas pela crueza de suas palavras no texto. “Sim, ele colocou a mão na minha buceta e ainda disse que esse era seu desejo antigo”, reitera ela em seu relato. Na terra em que se emprega a expressão “caralho” a três por quatro, a palavra “buceta” é algo quase chocante. Por que ela não optou por “vagina”? Bem, talvez porque a verdade precisa ser contada sem rodeios, na linguagem que ela se apresenta. “sua bundinha”, “seu peitinho”… que mulher não ouviu isso a vida inteira de estranhos na rua, no ônibus, ou até no confessionário de uma igreja… (sim, eu ouvi de um padre numa igreja do bairro Vila Mariana, quando tinha somente 12 anos).

Leia o restante da matéria de CARLA JIMÉNEZ no El País

“O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não. O medo é a maior das doenças, porque paralisa o corpo e a mente. Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas, nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite”.

Clarice Lispector
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