Gilmar Mendes acerta em cheio – Fechemos o Congresso

Ele conversa com a imprensa como um político, critica seus pares do STF como um jornalista feroz e ainda encontra chicanas ultra mafiosas para conseguir nos convencer de que o Congresso deveria ser respeitado, como se não tivéssemos bandidos periculosos em seu poder.

Contudo, no alto de sua indignação, acabou encontrando a saída, que eu particularmente já venho falado à respeito faz algum tempo.

Temos sim que fechar o Congresso e o Planalto também. Hoje, há mais bandidos por metro quadrado no Legislativo e no Executivo do que em qualquer presídio do país.

Se Temer e Jucá pedem tanto por celeridade, que entreguemos a eles o que pedem então, e já – prisão para eles.

A classe política não irá fazer a menor falta para o desenvolvimento e a prosperidade do país, pelo contrário, a permanência destes senhores e senhoras no comando do Brasil é que está colocando tudo a perder.

Não há como limitar os gastos dos políticos. A PEC do ‘teto’ só limita os serviços públicos oferecidos para a população, mas os políticos, jamais deixarão de gastar dinheiro errado, ou se tornarão honestos e respeitadores dos interesses públicos e não dos pessoais, particulares, assim, como em um passe de mágica.

Entra político e sai político, e ao invés das notícias sobre o bom trabalho deles pelo melhoramento do Brasil, só ouvimos falar da luta da Justiça para impedir estes ladrões de continuarem roubando. Então, para quê tê-los?

Mande-os todos de volta para o inferno, lugar de onde nunca deveriam ter saído, antes de que o resgate espiritual se desse a seu tempo.

Paul Sampaio, perfil, 1  Paul Sampaio – Autor

O ministro do STF Gilmar Mendes com amigos, O então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros e o ministro Joaquim Levy, durante o 1º Encontro Diálogos Estratégicos (Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ministro do STF Gilmar Mendes com amigos, O então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros e o ministro Joaquim Levy, durante o 1º Encontro Diálogos Estratégicos (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Leia abaixo matéria do Estadão sobre o assunto.

Para Gilmar Mendes, decisão de Fux é o ‘AI-5 do Judiciário’

Ministro do STF sugere entregar chave do Congresso à força-tarefa da Lava Jato em crítica à liminar de colega

Beatriz Bulla para O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, considerou uma “perda de paradigmas” a decisão do colega e ministro Luiz Fux que determinou devolução do projeto anticorrupção à Câmara a partir da estaca zero. Segundo ele, impor ao Congresso que aprove um texto sem fazer alterações é o mesmo que fechar o Legislativo. “É um AI-5 do Judiciário”, afirmou em referência ao Ato Institucional 5, que, em 1967, suspendeu garantias constitucionais no País. Para ele, o Supremo caminha para o “mundo da galhofa”.

“Dizer que o Congresso tem que votar as propostas que foram apresentadas e só? Então é melhor fechar o Congresso logo e entregar as chaves. (…) Entrega a chave do Congresso ao (Deltan) Dallagnol (coordenador da força-tarefa da Lava Jato). Isso aí é um AI-5 do Judiciário. Nós estamos fazendo o que os militares não tiveram condições de fazer. Eles foram mais reticentes em fechar o Congresso do que nós”, afirmou Gilmar Mendes ao Estado.

Ele sugeriu ainda que a “chave” do Congresso poderia ser entregue “ao Zveiter”. O desembargador Luiz Zveiter foi impedido pelo STF nesta quarta-feira, 13, de assumir a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após a Corte considerar inconstitucional regra que permitia a reeleição. O ministro Luiz Fux, que concedeu a liminar sobre o pacote anticorrpução, também é do Estado do Rio de Janeiro. “Hoje decidimos que a eleição do Zveiter não valeu. De repente, ele é do Rio, vocacionado para bom gestor. De repente entrega a ele (a chave do Congresso) ou à Lava Jato, que fez a proposta”, afirmou Mendes.

O ministro foi um crítico da decisão de Marco Aurélio Mello, derrubada pelo plenário do Supremo, que chegou a afastar, na semana passada, Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Sobre a situação da Corte, afirmou: “De repente nós todos enlouquecemos e não descobrimos ainda (…) Estamos (STF) caminhando rapidamente para virar uma instituição de galhofa”.

Ele mencionou ainda que se o Congresso não pudesse alterar propostas que são encaminhadas pelo Judiciário e pelo Ministério Público não haveria margem por exemplo para discutir o orçamento dos tribunais. A proposta de orçamento do STF, por exemplo, é elaborada pela própria Corte e submetida ao Executivo e Legislativo. “Se não (puder alterar a proposta) já valia a decisão. Imagine nos projetos de iniciativa do STF ou do STJ (Superior Tribunal de Justiça) teria que aceitar o que viesse. (…) E por que estamos fazendo isso? Para preservar o projeto ou porque estamos interessados em preservar os nossos salários, os salários dos nossos filhos que estão empregados no judiciário? É interesse da comunidade ou estamos tratando dos nossos próprios interesses?”, criticou Mendes.

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