Hannah Arendt – Escritora, Professora, Filósofa e Cientista Político

“Quem habita este planeta não é o Homem, mas os homens. A pluralidade é a lei da Terra“.

Hannah ArendtNicht der Mensch bewohnt diesen Planeten, sondern Menschen. Die Vielzahl ist das Gesetz der Erde.Vom Leben des Geistes‎. Das Denken, das Wollen. – página 29, de Hannah Arendt – 1998



  • “Politicamente falando, o nacionalismo tribal [patriotismo] sempre insiste que seu próprio povo são cercados por “um mundo de inimigos” – “um contra todos”- e que existe uma diferença fundamental entre este povo e todos os outros. Alega que seu povo nasceu para ser original, individual, incompatível com todas as outras culturas, e nega teoricamente a própria possibilidade de uma humanidade comum a longo do tempo, antes de ser usado para destruir a humanidade do homem”.

Politically speaking, tribal nationalism [patriotism] always insists that its own people are surrounded by ‘a world of enemies’ – ‘one against all’ – and that a fundamental difference exists between this people and all others. It claims its people to be unique, individual, incompatible with all others, and denies theoretically the very possibility of a common mankind long before it is used to destroy the humanity of man.As Origens do Totalitarismo, 1951Vom Leben des Geistes‎. Das Denken, das Wollen. – página 29, de Hannah Arendt – 1998

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“As mentiras sempre foram consideradas instrumentos necessários e legítimos, não somente do ofício do político ou do demagogo, mas também do estadista“.

Lügen scheint zum Handwerk nicht nur des Demagogen, sondern auch des Politikers und sogar des Staatsmannes zu gehörenWahrheit und Lüge in der Politik: Zwei Essays‎ – Página 44, de Hannah Arendt – Publicado por R. Piper, 1972 ISBN 3492003362, 9783492003360 – 92 páginas

“O mais radical revolucionário tornar-se-á um conservador no dia seguinte à revolução“.

Es ist allgemein bekannt, daß der radikalste Revolutionär am ersten Tag nach der Revolution zum Konservativen wird.“Zur Zeit: politische Essays” – página 139, Hannah Arendt, Marie Luise Knott – Deutscher Taschenbuch Verlag, 1989, ISBN 3423111526, 9783423111522 – 206 página

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Atribuídas

  • “O conservadorismo, no sentido da conservação, faz parte da essência da atividade educacional, cuja tarefa é sempre abrigar e proteger alguma coisa”

Fonte: Nova Escola

  • “A escola não é de modo algum o mundo, nem deve ser tomada como tal; é antes a instituição que se interpõe entre o mundo e o domínio privado do lar

Fonte: Nova Escola

  • “A função da escola é ensinar às crianças como o mundo é, e não instruí-las na arte de viver”

Fonte: Nova Escola

  • “A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele”

Fonte: Nova Escola

  • “O mais radical revolucionário tornar-se-á um conservador no dia seguinte à revolução”.

– Es ist allgemein bekannt, daß der radikalste Revolutionär am ersten Tag nach der Revolution zum Konservativen wird.

– “Zur Zeit: politische Essays” – página 139, Hannah Arendt, Marie Luise Knott – Deutscher Taschenbuch Verlag, 1989, ISBN 3423111526, 9783423111522 – 206 página

Fonte das Citações: Wikiquote

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Hannah Arendt (nascida Johanna Arendt; Linden, Hanôver, Alemanha, 14 de outubro de 1906 – Nova Iorque,Estados Unidos, 4 de dezembro de 1975) foi uma filósofa política alemã de origem judaica, uma das mais influentes do século XX.

A privação de direitos e perseguição na Alemanha de pessoas de origem judaica a partir de 1933, assim como o seu breve encarceramento nesse mesmo ano, fizeram-na decidir emigrar. O regime nazista retirou-lhe a nacionalidade em 1937, o que a tornou apátrida até conseguir a nacionalidade estadunidense em 1951.

Trabalhou, entre outras atividades, como jornalista e professora universitária e publicou obras importantes sobre filosofia política.

Contudo, recusava ser classificada como “filósofa” e também se distanciava do termo “filosofia política”; preferia que suas publicações fossem classificadas dentro da “teoria política”.

Hannah Arendt Arendt defendia um conceito de “pluralismo” no âmbito político. Graças ao pluralismo, o potencial de uma liberdade e igualdade política seria gerado entre as pessoas. Importante é a perspectiva da inclusão do Outro. Em acordos políticos, convênios e leis, devem trabalhar em níveis práticos pessoas adequadas e dispostas. Como frutos desses pensamentos, Arendt se situava de forma crítica ante a democracia representativa e preferia um sistema de conselhos ou formas de democracia direta.

Hannah arendt-150x150.jpgEntretanto, ela continua sendo estudada como filósofa, em grande parte devido a suas discussões críticas de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Immanuel Kant, Martin Heidegger e Karl Jaspers, além de representantes importantes da filosofia moderna como Maquiavel e Montesquieu. Justamente graças ao seu pensamento independente, a teoria do totalitarismo (Theorie der totalen Herrschaft), seus trabalhos sobre filosofia existencial e sua reivindicação da discussão política livre, Arendt tem um papel central nos debates contemporâneos.

Como fontes de suas investigações Arendt usa, além de documentos filosóficos, políticos e históricos, biografias e obras literárias. Esses textos são interpretados de forma literal e confrontados com o pensamento de Arendt. Seu sistema de análise – parcialmente influenciado por Heidegger – a converte em uma pensadora original situada entre diferentes campos de conhecimento e especialidades universitárias. O seu devenir pessoal e o de seu pensamento mostram um importante grau de coincidência.

A análise mais instigante foi feita pela filósofa Hannah Arendt. Em 1961 acompanhou em Jerusalém todo o processo de julgamento do criminoso nazista Adolf Eichamann por crimes contra humanidade. Arendt escreveu em 1963 um livro que irritou a muitos:”Eichmann em Jerusalém:um relato sobre a banalização do mal”. Ela cunhou a expressão “a banalização do mal”. Mostrou como a identificação com a figura do “Führer” e  as ordens dadas de cima podem levar às piores barbaridades com a consciência mais tranquila do mundo. Mas não só em Eichmann se expressa a barbárie. Também naqueles judeus que extravasavam seu ódio a ele, exigindo os piores castigos, como expressão também de um mal interno.

Frei Leonardo Boff

ler o artigo todo no blog do Frei



Filme: “Hannah Arendt” de 2013

Direção: Margarethe von Trotta

Elenco: Barbara Sukowa, Axel Milberg e Janet McTeer

Hannah Arendt (Barbara Sukowa) e seu marido Heinrich (Axel Milberg) são judeus alemães que chegaram aos Estados Unidos como refugiados de um campo de concentração nazista na França.

Para ela a América dos anos 50 é um sonho, e se torna ainda mais interessante quando surge a oportunidade dela cobrir o julgamento do nazista Adolf Eichmann para a The New Yorker.

Ela viaja até Israel, e na volta escreve todas as suas impressões e o que aconteceu, e a revista separa tudo em 5 artigos.

Só que aí começa o verdadeiro drama de Hannah: Ela mostra nos artigos que nem todos que praticaram os crimes de guerra eram monstros, e relata também o envolvimento de alguns judeus que ajudaram na matança dos seus iguais.

A sociedade se volta contra ela e a New Yorker, e as críticas são tão fortes que até mesmo seus amigos mais próximos se assustam. Hannah em nenhum momento pensa em voltar atrás, mantendo sempre a mesma posição, mesmo com todo mundo contra ela.

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Hannah Arendt (nascida Johanna Arendt; Linden, Alemanha, 14 de outubro de 1906Nova Iorque, Estados Unidos, 4 de dezembro de 1975) foi uma filósofa  política alemã de origem judaica, uma das mais influentes do século XX.[1]

Fonte: Wikiwand

A privação de direitos e perseguição na Alemanha de pessoas de origem judaica a partir de 1933, assim como o seu breve encarceramento nesse mesmo ano, fizeram-na decidir emigrar. O regime nazista retirou-lhe a nacionalidade em 1937, o que a tornou apátrida até conseguir a nacionalidade norte-americana em 1951. Trabalhou, entre outras atividades, como jornalista e professora universitária e publicou obras importantes sobre filosofia política. Contudo, recusava ser classificada como “filosofa” e também se distanciava do termo “filosofia política“; preferia que suas publicações fossem classificadas dentro da “teoria política“.

Königsberg, na Prússia, atual Kaliningrado, de onde seus antepassados vieram, e para onde voltaram, seu pai, o engenheiro Paul Arendt, que sofria de sífilis, sua mãe Martha (de nome de solteira Cohn) e ela, quando Hannah tinha somente três anos.

Arendt defendia um conceito de “pluralismo” no âmbito político. Graças ao pluralismo, o potencial de uma liberdade e igualdade política seria gerado entre as pessoas. Importante é a perspectiva da inclusão doOutro. Em acordos políticos, convênios e leis, devem trabalhar em níveis práticos pessoas adequadas e dispostas. Como frutos desses pensamentos, Arendt se situava de forma crítica ante a democracia representativa e preferia um sistema de conselhos ou formas de democracia direta. Entretanto, ela continua sendo estudada como filósofa, em grande parte devido a suas discussões críticas de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Immanuel Kant, Martin Heidegger e Karl Jaspers, além de representantes importantes da filosofia moderna como Maquiavel e Montesquieu. Justamente graças ao seu pensamento independente, a teoria do totalitarismo (Theorie der totalen Herrschaft), seus trabalhos sobre filosofia existencial e sua reivindicação da discussão política livre, Arendt tem um papel central nos debates contemporâneos.

Como fontes de suas investigações Arendt usa, para além de documentos filosóficos, políticos e históricos, biografias e obras literárias. Esses textos são interpretados de forma literal e confrontados com seus pensamentos. Seu sistema de análise – parcialmente influenciado por Heidegger – a converte em uma pensadora original situada entre diferentes campos de conhecimento e especialidades universitárias. O seu devenir pessoal e o de seu pensamento mostram um importante grau de coincidência.

Hannah Arendt

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Filosofia do século XX

Nome completo Johanna Arendt
Escola/Tradição: Filosofia continental
Data de nascimento: 14 de outubro de 1906
* Local: Linden, Hanôver, Prússia,Alemanha
Data de falecimento 4 de dezembro de1975 (69 anos)
* Local: Nova Iorque, Estados Unidos
Principais interesses: Teoria política, Modernidade,Filosofia da história
Influenciado por: Pré-socráticos, Sócrates,Platão, Aristóteles, Jesus,Paulo, Duns Escoto, Santo Agostinho, Maquiavel,Montesquieu, Edmund Burke,Kant, Tocqueville,Kierkegaard, Heidegger,Russell, Jaspers, Benjamin
Influências: Jürgen Habermas, Maurice Merleau-Ponty, Giorgio Agamben, Seyla Benhabib,Cornelius Castoriadis,Claude Lefort, Elisabeth Young-Bruehl, Reinhart Koselleck, Hanna Pitkin,Michael Marrus, Quentin Skinner, J. G. A. Pocock,Phillip Pettit, Alain Finkielkraut, Julia Kristeva,Richard Sennett, Charles Taylor, Harrison
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